domingo, 25 de abril de 2010

O hábito de dizer "ADEUS"


"Que sensação é essa, quando você está se afastando das pessoas e elas retrocedem na planície até você ver o espectro delas se dissolvendo? - é o vasto mundo nos engolindo, e é o adeus. Mas nos jogamos em frente, ruma à próxima aventura louca sob o céu" (On the road).


Quantas vezes paramos pra refletir sobre as pessoas que estão em nossas vidas? Ou sobre aqueles que um dia estiveram e não estão mais. Quantos passam por nós e nos marcam de maneira devastadora e de repente tudo que vemos é seu espectro se dissolvendo.
Eu posso citar dezenas de pessoas que pra mim são inesquecíveis, umas eu não sei nem se estão vivas ou mortas, se perderam pela vida, outras que sei onde estão, mas não falo mais, não vejo mais, seja por falta de tempo, distância geográfica o até mesmo por causa de problemas, brigas, divergências que acabaram por romper nossos vínculos, mas ainda assim, todas elas, pessoas que por anos eu acreditei e jurei que estariam na minha vida para sempre, pessoas que me marcaram, que fizeram por mim coisas que nunca esquecerei, que estarão por muito anos ou talvez pra sempre na minha memória. Se sinto muito por elas terem ido embora? Não. A vida é assim mesmo, esse ciclo, as pessoas vão e vem, e não esta sob nosso controle, somos muito mais meros espectadores das nossas próprias relações humanas do que autores delas. E o certo e elas partirem mesmo, e deixarem a memória, pois a memória não muda, não falha, não machuca, não se vai. A memória é perfeita e nada pode mudar isso. As pessoas não, são cheias de defeitos, erráticas, tristes, cheias de traumas, histórias e são perfeitas pra nós também, mas apenas por um momento, assim como nós somos perfeitos para elas naquele momento. Então chega a hora da partida, a perfeição acaba, e partimos em busca de novos experiências, lugares e consequentemente novas pessoas.
Eu nutro uma paixão pelo homem, por todas as suas características, seus traumas, seus medos, suas paixões, suas loucuras e também porque sua presença que é efêmera. Efêmera porém inesquecível. Que muitos seres humanos passem ainda pela minha vida, pois pra mim esse é o sentido da vida, viver e me relacionar com os mais variados e incríveis seres humanos que perambulam por esse planeta atrás dos mesmos sonhos e aventuras que eu.

7 comentários:

A.C disse...

Cara, é sério Paula, você escreve muito bem mesmo! Me amarrei no teu blog *-*

Anônimo disse...

mto bom jovem do reggae!volto com estilo, td bem q c n sente falta d ninguem, relaxa, foi legal ve vc declara q n gosta d ninguem (zuera) xD!
mas enfim, mto bom o texto, curti, c toco em um tema legal e q realmente atormenta/alivia/entristece/etc cada um d uma forma diferente =D
mto bom
bjunda

Anônimo disse...

Fantastico amor. Realmente a vida é exatamente assim... As pessoas não são lembradas por sua presenã mas pelo que já fizeram (ou deixaram de fazer)... As atitudes, as virtudes e pelos defeitos que se forem normais serão aceitos...

Wil disse...

Mandando MUUITO bem no blog!!!

Certamente que vai pros favoritos!

Keep it up!!!

João Victor Barbisa disse...

Muito bom. Quando sai o próximo ?
I'm waitting...

Rodrigo Flaeschen disse...

Muito bom.. quase lá...

a ressalva vai só para "somos muito mais meros espectadores das nossas próprias relações humanas do que autores delas.

o grande problema da humanidade (e de todos os seus interrelacionados) é esse mesmo, achar q somos meros coadjuvantes.

Quando as pessoas entenderem que são os protagonistas das suas próprias vidas, se tornarão melhores, e poderão vivenciar melhor suas experiências...

(pausa)

quando EU aprender isso, pelomenos, sei q serei uma pessoa melhor.

Paula Marjorie disse...

Concordo Rodrigo.
Eu sei disso, vc sabe disso, todo mundo sabe.
O problema é que ngm consegue aplicar isso!